Hoje passei por uma situação que, para quem ouve é engraçado, mas me fez pensar em pelo menos duas coisas. Eis a situação: pela manhã me deparei com a necessidade de ir ao supermecado. Supermercado, sábado pela manhã, é a visão capeta! Depois de muito reclamar comigo mesma e sem arrumar uma solução pro meu problema, vou eu soltando fogo pelas ventas até o Carone, e em pé na fila quilométrica de 10 volumes (Ou seriam 100? Tenho certeza de que sou a única que não consegue enxergar alguns zeros a mais do lado do 10 ¬), uma senhora de idade me comove com a história do problema conjugal que ela enfrenta aos 75 anos, após mais de 30 anos de casada. Sim, eu me comovi pois envelhecer já me parece algo solitário, mas envelhecer de repente sozinha, me pareceu triste.
Eu não vou ficar falando em coisinhas batidas tipo: como é lindo o amor que dura tanto tempo, ou ainda, que perdi as esperanças no amor. Não, não vou. Apesar de não parecer pela história, o que aquela senhora de 75 anos me fez pensar foi em quão efusivas são as pessoas!
Ainda ontem, eu via uma menina aos prantos pois o amor da vida dela tinha a deixado. Ouvindo de gaiata a conversa dela com a amiga, fico espantada em saber que o namoro dela não tinha nem mais nem menos que dois meses Oo. No onibus de volta para casa, vejo duas colegas revoltadas com uma terceira que diziam ser a maior decepção entre as 'melhores amigas' que elas conheceram em 4 meses de curso. Que necessidade é essa de amar? De confiar plenamente em alguém que conhecemos em poucos meses? De mostrar nossos sentimentos à estranhos numa fila de supermecados? Me incomoda sim, o fato das pessoas serem tão sentimentais, tão a flor da pele. Dizer que ama, se entregar e fazer da terra céus para pessoa. Dizer que é amiga, confiar e se expor para qualquer um. E o sofrimento que vem depois? Ninguém dosa isso? Ultimamente, as mulheres ao meu redor tem agido como adolescentes: bastando um oi para se derreterem por completo, ou bastando um apoio para dizer que é amigo pra vida toda. Mas já passou da hora de aprenderem com essas cabeçadas.
Pode parecer que eu sou fria, distante e calculista ( e esse assunto rende até para um novo post!), mas não sou. Hoje, eu sei que não sou! Eu quero amar como uma adolescente, que se entrega, que chora, que comete loucuras, que se sente muito amada. Eu quero! Mas não com qualquer um, não com quem eu sei que não é capaz de me dar o que eu quero. Não tenho paciência para bater cabeça mais. Eu tenho um padrão bem definido. Vocês vão dizer que é burrice, e que homem assim não existe! Problema, eu vou procurar o meu. Ele não precisa preencher corretamente, mas deve ser abrangente em todos os quesitos: em resumo é alguém que me faça rir, alguém com quem eu possa conversar (e não é sobre qualquer assunto, é sobre a gente mesmo!), capaz de me apoiar ( e apoio eu digo que basta apenas a sensibilidade de perceber um dia dificil e um abraço como quem diz que vai passar), e claro, me paparicar, porque mulher gosta de saber quando é amada, mas demonstrar isso facilita para gente acreditar ;). Vai dizer que também não querem isso?
Assim o é com amizade. Eu te conheci em momento dificil? Te ajudei? Isso não faz de mim alguém confiavel. Apenas alguém que vale a pena tentar conhecer, e conhecer não é despejar toda sua fragilidade e segredos. Isso até assusta. Quanto a amizades, eu também tenho um padrão de pessoa e nem diferencia muito do anterior: tem que me fazer rir também, gente séria é muito monotona. Tem que saber que eu não gosto de falar a meu respeito, e tem que respeitar isso; mas também tem que saber quando o assunto não é mais ela, e permitir que eu me abra nos raros momentos que isso acontece. Pronto é só isso, e é isso que eu procuro. Já houveram amizades que eu dizia que era para vida toda, mas eu percebi que não preenchiam meus criterios. Eu cai fora, como qualquer um devia fazer.
Enfim, eu acho que me embaralhei no texto. Porém a mensagem que eu quero passar é que: deixemos de depositar a responsablidade dos nossos sentimentos nas pessoas. Eu, e sei que também você, quer conhecer o cara que te fará chorar na fila de supermecado um dia. Mas parem de achar que ele pode ser qualquer pessoa. Eu, e você também, queremos aquela pessoa que você pode contar mesmo depois de anos. Mas parem de achar que essas pessoas estão na fila de supermecado. Ninguém é responsavel pelo que a gente sente, por isso que as vezes as pessoas pisam na bola, as vezes decepcionam. A responsabilidade da felicidade e do sentir é nossa! e a gente tem que aprender a lidar com isso.
ps: reticencias como titulo pois não consegui pensar em nada, já que não era algo que eu me "programei" para falar; foi mais como um desabafo. Alguém tem uma sugestão?!
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sábado, setembro 6
Postado por Amelie às 7:59 AM
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4 comentários:
pessoa mutante q me orgulha a cada dia! aprenda com o erro alheio e faça disso uma arte, se vc conseguir, te poupa de sofrer pra aprender (mas se vc for emocionalmente retardada, vc pode saber q ta errado e fazer assim msm, mas graças a Deus q vc nao é assim)
mas sobre amizades, digo alguas coisas:
1- nao te conheci na fila de supermercado
2- sou uma pessoa engraçada (principalmente qdo nao quero ser)
3- aprendi com vc mesma a ouvir
->entao espero q nossa amizade seja do tipo para sempre, ok?!
becho!!!
Eu sou uma farsa ¬
nao tenho palavras pra descrever esse post! Migz, vc eh phoda! qndo eu crescer qro ser como vc oks? xD
vc só entendeu pq é tão mongol qto eu!
becho!
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