Queda livre.

segunda-feira, setembro 22


Você já se deixou convercer de algo que você não é só porque alguém teima em dizer que sim? Você se sentia bem e segura, e de uma hora para outra, só porque alguém jogou bem na sua frente um erro, um único e importantíssimo erro; você então se sente sem chão, incapaz, insegura. Passa então a se perguntar porque, a pensar mil razões que possam justificar ou atenuar, mas não encontra nada: porque você errou!! E então, começa a pensar que poderia ter feito tudo de maneira melhor, poderia ter dedicado muito mais, poderia ter sido perfeita e não foi... e por isso você errou. E então, você pensa que não foi só um único erro, tiveram outros e outros pequenos erros, e esse foi apenas o estopim de tudo para te chocar e te colocar no seu lugar. E então, você começa a pensar que esta voando mais alto do que pode ir...

... eu só queria que esses pensamentos saíssem da minha cabeça por um único minuto "/

De postagens antigas...

domingo, setembro 14

Em obediência ao papel de ser...

Quando li pela 1ª vez o livro "A Hora da Estrela!, me identifiquei de cara com a personagem Macabéa, não só por suas 'manias', tão pouco pela sua ingenuidade, mas sim, porque ela não se conhece: a consciência da sua inutilidade.Temos esse ponto em comum com a personagem de Clarice Lisperctor de sempre querer se alguém mas, não estar satisfeito com quem você é. E é justamente por isso, que a história se torna interessante. Estamos constantemente buscando a 'hora da estrela', não nos encaixando em lugar nenhum, e com Cartomantes nos engravidando de futuro.


"Sou Macabéa: virgem, datilógrafa e gosto de Coca-Cola."

Do clichê ao surpreendente.

segunda-feira, setembro 8

Para que mais um feriado tedioso em Vitória passasse rápido, optei por passar minhas tardes assistindo a filmes (novidade ¬ Haha). Então, domingo, eu fui tentar fugir do climinha romântico habitual dos fins de semana e resolvi encarar um shopping e seu cinema lotado para assistir Hellboy. Para minha surpresa, o shopping e o cinema estavam vazios; mas na sala havia muuitos casais e o monstrengo vermelho se mostrou um mané sentimental ¬¬ Compensando a experiencia não tão agradavel de ontem, optei por assistir outro filme no aconchego do meu lar, baixado da internet e, como fugir do romance não deu certo, foi comédia romântica mesmo ;)
Então, hoje eu assisti a "Definitely Maybe"! :D Não lembra qual é? Talvez porque o título em português é "Três Vezes Amor", mas o original lhe cai muito melhor. Afinal, o que é o amor se não um "Definitivo Talvez"? E é como quem conta uma história para criança, que o filme fala desse talvez, saindo um pouco do clichê de "Dar ou não dar certo no final". Descreve o amor como ele é! Com desencontros, traições, acasos, diferentes planos e ocasiões, frases ditas sem pensar, frases que deveriam ser ditas... Sem romantismos, apenas entre erros e acertos!

...

sábado, setembro 6

Hoje passei por uma situação que, para quem ouve é engraçado, mas me fez pensar em pelo menos duas coisas. Eis a situação: pela manhã me deparei com a necessidade de ir ao supermecado. Supermercado, sábado pela manhã, é a visão capeta! Depois de muito reclamar comigo mesma e sem arrumar uma solução pro meu problema, vou eu soltando fogo pelas ventas até o Carone, e em pé na fila quilométrica de 10 volumes (Ou seriam 100? Tenho certeza de que sou a única que não consegue enxergar alguns zeros a mais do lado do 10 ¬), uma senhora de idade me comove com a história do problema conjugal que ela enfrenta aos 75 anos, após mais de 30 anos de casada. Sim, eu me comovi pois envelhecer já me parece algo solitário, mas envelhecer de repente sozinha, me pareceu triste.
Eu não vou ficar falando em coisinhas batidas tipo: como é lindo o amor que dura tanto tempo, ou ainda, que perdi as esperanças no amor. Não, não vou. Apesar de não parecer pela história, o que aquela senhora de 75 anos me fez pensar foi em quão efusivas são as pessoas!
Ainda ontem, eu via uma menina aos prantos pois o amor da vida dela tinha a deixado. Ouvindo de gaiata a conversa dela com a amiga, fico espantada em saber que o namoro dela não tinha nem mais nem menos que dois meses Oo. No onibus de volta para casa, vejo duas colegas revoltadas com uma terceira que diziam ser a maior decepção entre as 'melhores amigas' que elas conheceram em 4 meses de curso. Que necessidade é essa de amar? De confiar plenamente em alguém que conhecemos em poucos meses? De mostrar nossos sentimentos à estranhos numa fila de supermecados? Me incomoda sim, o fato das pessoas serem tão sentimentais, tão a flor da pele. Dizer que ama, se entregar e fazer da terra céus para pessoa. Dizer que é amiga, confiar e se expor para qualquer um. E o sofrimento que vem depois? Ninguém dosa isso? Ultimamente, as mulheres ao meu redor tem agido como adolescentes: bastando um oi para se derreterem por completo, ou bastando um apoio para dizer que é amigo pra vida toda. Mas já passou da hora de aprenderem com essas cabeçadas.
Pode parecer que eu sou fria, distante e calculista ( e esse assunto rende até para um novo post!), mas não sou. Hoje, eu sei que não sou! Eu quero amar como uma adolescente, que se entrega, que chora, que comete loucuras, que se sente muito amada. Eu quero! Mas não com qualquer um, não com quem eu sei que não é capaz de me dar o que eu quero. Não tenho paciência para bater cabeça mais. Eu tenho um padrão bem definido. Vocês vão dizer que é burrice, e que homem assim não existe! Problema, eu vou procurar o meu. Ele não precisa preencher corretamente, mas deve ser abrangente em todos os quesitos: em resumo é alguém que me faça rir, alguém com quem eu possa conversar (e não é sobre qualquer assunto, é sobre a gente mesmo!), capaz de me apoiar ( e apoio eu digo que basta apenas a sensibilidade de perceber um dia dificil e um abraço como quem diz que vai passar), e claro, me paparicar, porque mulher gosta de saber quando é amada, mas demonstrar isso facilita para gente acreditar ;). Vai dizer que também não querem isso?
Assim o é com amizade. Eu te conheci em momento dificil? Te ajudei? Isso não faz de mim alguém confiavel. Apenas alguém que vale a pena tentar conhecer, e conhecer não é despejar toda sua fragilidade e segredos. Isso até assusta. Quanto a amizades, eu também tenho um padrão de pessoa e nem diferencia muito do anterior: tem que me fazer rir também, gente séria é muito monotona. Tem que saber que eu não gosto de falar a meu respeito, e tem que respeitar isso; mas também tem que saber quando o assunto não é mais ela, e permitir que eu me abra nos raros momentos que isso acontece. Pronto é só isso, e é isso que eu procuro. Já houveram amizades que eu dizia que era para vida toda, mas eu percebi que não preenchiam meus criterios. Eu cai fora, como qualquer um devia fazer.
Enfim, eu acho que me embaralhei no texto. Porém a mensagem que eu quero passar é que: deixemos de depositar a responsablidade dos nossos sentimentos nas pessoas. Eu, e sei que também você, quer conhecer o cara que te fará chorar na fila de supermecado um dia. Mas parem de achar que ele pode ser qualquer pessoa. Eu, e você também, queremos aquela pessoa que você pode contar mesmo depois de anos. Mas parem de achar que essas pessoas estão na fila de supermecado. Ninguém é responsavel pelo que a gente sente, por isso que as vezes as pessoas pisam na bola, as vezes decepcionam. A responsabilidade da felicidade e do sentir é nossa! e a gente tem que aprender a lidar com isso.

ps: reticencias como titulo pois não consegui pensar em nada, já que não era algo que eu me "programei" para falar; foi mais como um desabafo. Alguém tem uma sugestão?!

Caso Clínico do Dia

quinta-feira, setembro 4

A.A.S, 22 anos

QP: dor precordial e palpitação

HDA: Paciente relata dor precordial de início súbito há 04 meses, hora em carater de aperto, hora como queimação, que se irradia para membro superior esquerdo, direito, dorso, madibula causando sensação de "coração na boca" (SIC), abdome, membros inferiores (Pernas ficam bambas -SIC), dominando, enfim, todo o corpo. A dor é desencadeada por encontros, desencontros, despedidas, saudades; e só há alívio de sintomas, ou pelo menos melhora deles, com um alô, um olá, um sorriso...
Queixa-se também de confusão mental, alternâncias de humor, desorientações temporo-espacial, rebaixamento de consciencia leve.

HPP: paciente descreve sentir tais sintomas em ocasiões anteriores, mas nunca de tal intensidade.

HF: conhecidos e familiares que apresentaram ou apresentam quadro semelhante. Desconhece história de óbitos decorrente de tais sintomas, mas relata sofrimento por parte de alguns amigos e irmãs.

HE: Etilista há 5 anos, em consumo de altas doses de Bacardi e Mergulhão. Nega tabagismo.
Frequentadora assídua de rocks alternativos da UFES. (Promiscuidade? Uso de drogas ilicitas? Nega ambos.)

Ao exame físico:

Paciente REG, desorientada, confusa. Rindo de alegria, chorando de tristeza. Rindo de tristeza, mas chorando de alegria.Dislalia, frases soltas, suspiros.
Tremores de membro inferior e sudorese profusa.
ACV: Ritmo cardiaco irregular, com extra-sistoles. Sem sopros.
Pulsos amplos e acelerados. Fc: 120 bpm
AP: Taquipneica em ar ambiente FR: 24 ipm
Ab: Atípico. Sensação de frio na barriga.

HD: mal de amor?

CD: medicação sintomática. Cura desconhecida ¬

Miss.antropia ;)

segunda-feira, setembro 1


Considerando misantropia essa desconfiança e antipatia pelas pessoas, sim. Eu sou uma misantropa! E vão me desculpar vocês, mas ultimamente as pessoas não tem me provado que eu devo agir de forma contrária.
Sou uma pessoa dificil de conviver, não me abro facilmente e mesmo após anos de amizade ou relacionamento, eu tenho meus mistérios e meus segredos. Muitos me consideram a primeira vista antipática, ou tímida demais; pode até ser uma coisa ou outra, no entanto, para mim, só existe um distanciamento lógico de quem acabou de conhecer outra pessoa. Eu sou simpática sim! Sorrio, cumprimento, faço tudo que a boa educação manda, mas pera lá! Fazer a íntima?! Querida, não ¬
As pessoas tem uma necessidade de se abrirem, de falar o que sentem, mas o que falta é alguém para parar e escutar o que dizem... Por isso, eu não falo. Eu mostro! Se eu estiver chateada, você saberá. Se eu estiver feliz, você saberá. Talvez não sabia o porquê, mas também que mania de achar uma razão para tudo!!! Agindo assim, tenho sido mais sincera que muita gente que se vangloria por ser muito comunicativa. Ação é mais reação, é mais reflexo. Se eu for falar, vou pensar no que dizer, vou escolher palavras, eufemismos... É mais fácil o: chatiei? Emburrei!
A maioria não entende como eu me comporto; alguns acham frieza... outros indiferença. Os poucos amigos demoraram para entender como "funciona" isso. Eu não pretendo mudar. Também não vou dizer que a vida é mais fácil levando dessa forma, mas eu tenho me saido bem, não tenho do que queixar. Eu sou uma menina na bolha, e não se atreva a romper essa camada sem minha permissão :x

Em 30 de Agosto...

É sábado. Um sábado de chuva.
Um sábado de chuva com um plantão de 12 horas. Sábado chuvoso com um plantão de 12 horas, após brigar com a pessoa mais importante para você no momento.
Sábado chuvoso, vc está trabalhando e se sente muuito culpada...

.. Tenho que dar crédito. Vitória é uma cidade que sabe chover! :/ .
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ps: algo que eu queria ter escrito sábado, mas o cansaço de 12 horas depois não deixou :x